A Rede Futuro realizou, em São Paulo, o seminário “Esporte Contra a Barbárie”, reunindo atletas, dirigentes, especialistas e lideranças públicas para debater o papel do esporte na defesa da democracia, da inclusão social e dos direitos humanos. O encontro aconteceu na mesma semana da abertura da Copa do Mundo, sediada nos Estados Unidos, competição que chega cercada por controvérsias e denúncias de episódios de racismo e discriminação envolvendo torcedores, atletas e comunidades migrantes. Nesse contexto, o seminário buscou refletir sobre como o esporte pode ser um instrumento de enfrentamento ao ódio, à violência e às desigualdades.
Entre os participantes estiveram o ex-jogador Héctor Bracamonte, a ativista argentina Mónica Santino, referência internacional na promoção do futebol feminino e comunitário, e Márcio Chagas da Silva, reconhecido por sua trajetória de combate ao racismo no futebol brasileiro. Também participaram dos debates Nádia Campeão, que compartilhou sua experiência na formulação de políticas públicas para o esporte, além de dirigentes esportivos como Luiz Gonzaga Belluzzo e Ivandro Morbach.
Ao longo do seminário, os convidados discutiram os desafios para a construção de ambientes esportivos mais democráticos, inclusivos e livres de preconceitos, destacando o papel dos clubes, das entidades esportivas e do poder público na promoção de valores de solidariedade e respeito à diversidade. Encerrando a programação, a Rede Futuro promoveu um evento público aberto à comunidade, que reuniu mais de 120 participantes e consolidou o seminário como um importante espaço de diálogo sobre o futuro do esporte e sua contribuição para o fortalecimento da democracia.



