Julie Ricard,  diretora do Instituto Futuro, participa da publicação de um estudo inédito que analisa como a violência digital contra mulheres na política se consolidou como uma prática sistemática, com impactos diretos sobre a qualidade da democracia no Brasil. O diretor do Instituto Futuro, Juliano Medeiros, atuou como consultor do projeto.

A pesquisa, conduzida por organizações nacionais e internacionais, analisou mais de 6 mil mensagens em grupos do Telegram e realizou entrevistas com mulheres eleitas e lideranças partidárias de diferentes espectros políticos. O objetivo foi compreender como ataques digitais operam como mecanismos de intimidação, controle e silenciamento de mulheres que ocupam ou disputam espaços de poder.

O estudo aponta que a violência digital não é aleatória nem restrita a períodos eleitorais. Ela se intensifica conforme a visibilidade pública das mulheres aumenta e assume formas distintas a partir de fatores como raça, identidade de gênero, idade e posição política. Os impactos ultrapassam o ambiente online, gerando adoecimento, custos de segurança e afastamento da vida pública.

Ao demonstrar que essa violência atravessa partidos, instituições e plataformas digitais, a pesquisa reforça a necessidade de respostas políticas e institucionais mais consistentes, tratando a violência digital de gênero como um problema democrático e estrutural, e não como episódios isolados.

Para acessar o estudo completo, clique AQUI